Thursday, June 14, 2007
Wednesday, June 13, 2007
Monday, June 11, 2007
Chumbado
Sunday, June 10, 2007
Afinal havia outra
Friday, June 08, 2007
Globalização Gay
O que é curioso é que o fazem a partir de um blog chamado: gaysafado.
E esta, hein ?
Happy Birthday
se quiserem enviar oa parabéns a alguém podem sempre fazê-lo com este video. é engraçado, adequado e quase comovente.
Thursday, June 07, 2007
IPO, Oeiras, Helena Matos e CML
Chávez, Eduardo dos Santos e os media
O erro de Chávez é ter agido 5 anos depois dos factos, com o argumento de que esta é a data do fim da licença. Mas está a pagar um elevado preço por isso, e dá assim um presente à oposição, que ganha ainda mais apoio internacional.
Não me revejo no tom de Chávez a discursar na TV, por exemplo. Nem gostava de ter um presidente assim. Mas face à barbaridade das políticas mais liberais o tom é secundário, pois as eleições são efectivamente livres, e isso é reconhecido internacionalmente.
O que eu não entendo é porque é que os media, sempre prontos a "fuzilar" Chavéz, não têm uma palavra sobre um presidente que nós conhecemos...Esse presidente não vai a eleições desde...1992 !!! Matou o seu adversário, tornou-se dono do petróleo e gás, enche as suas elites corruptas de petrodólares, casa a filha coberta de diamantes etc etc. Esse presidente chama-se José Eduardo dos Santos (ironias), governa uma país onde graça a miséria, a SIDA e a Tuberculose, para além da malária, e isso não incomoda nem faz pestanejar nem um jornalista português...Mistérios que os dólares ajudam a explicar...
Wednesday, June 06, 2007
Eduardo Pitta
Desculpas
O novo aeroporto e aquilo que não se discute
E não me interessa se noutros países é assim, porque noutros países também há muitas coisas diferentes das nossas, muitas delas até garantindo mais direitos e vantagens para a população,(o petróleo da Noruega é público, tal como o da Venezuela, e se no primeiro caso isso é visto com normalidade no segundo é um "ai Jesus") e os do costume não gostam de nos comparar com esses exemplos porque não interessam. Ocorrem-me logo as palavras de Henry Kissinger, o falcão americano, que dizia que não há nada pior em política do que um bom exemplo...
Wednesday, May 30, 2007
E isto !!!

Foda-se !!!
Greve Geral

Tuesday, May 29, 2007
A entrevista da semana foi a Ricardo Araújo Pereira (RAP)
DN : Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage? RAP : Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach. DN : Acha que estão a exagerar o assunto por inveja? RAP : Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde. DN : Se tivesse só cem mil espectadores, davam conta do episódio? RAP: Não percebo a pergunta. No DN de dia 23 assina uma notícia em que afirma: "Os humoristas assumem, desde o início, que a ideia não é deles." Agora, diz-me que alguém "deu conta do episódio". Se assumimos desde o início, de que "episódio" é "deram conta"? Só se for este: nós, não sabendo compor música, usámos uma que já existia (isenta de direitos de autor). Depois, explicámos o modo como o genérico foi concebido. Seis meses depois, inspirado por blogues, o DN faz manchete revelando ao País o que nós nunca escondemos. Só houve um pormenor que o DN se esqueceu de revelar: que a música em causa está isenta de direitos de autor.Não deixa de ser curioso que seja no YouTube, onde o Gato tem os vídeos mais partilhados, que se tenha descoberto o original...O facto de termos indicado o original a partir do qual fizemos o pastiche é capaz de ter facilitado a "descoberta". Curioso é que, no YouTube, se encontrem também várias versões do Three Blind Mice, como esta (http/youtube.com/watch?v= kPNC1WsVxdU) e o DN não tenha dado por isso. Talvez quando um blogue fizer esse trabalho. DN : Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa? RAP : Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País. DN : O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa? RAP : Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe.
Sunday, May 27, 2007
Norberto Lobo - Mudar de Bina
é ele. e este é o título do seu primeiro cd. espero que seja o primeiro de muitos...
Thursday, May 24, 2007
Palhaçadas, Tretas e Chachadas

Educação: Até aqui havia bacharelatos (poucos), licenciaturas (4 a 6 anos), mestrados e doutoramentos. Agora, com o chamado processo Bolonha, a antiga licenciatura passa a 3 anos, o estudo de 5 anos equivale a mestrado e depois é logo o doutoramento. Como na prática o nome que lhe dão tanto faz, o que interessa é que em 3 anos, por muito que lhe chamem licenciatura, não se faz nem um médico nem um engenheiro (etc), o estudo fundamental tem de durar 5 anos na mesma, só que lhe chamam mestrado. Vamos todos passar a ser mestres...Mais cognome menos cognome, fica tudo na mesma, não vos parece?
Negócios Estrangeiros: Havia funcionários diplomáticos portugueses que representavam os vários interesses do páis em todo o mundo, incluindo os interesses económicos. Veio um PM então chamado Durão Barroso (que mais tarde por acaso mudou de nome mas também continua na mesma) e instaurou uma dita diplomacia económica, "por objectivos". Passaram-se 3 anos e como nada mudou, o actual ministro dos negócios estrangeiros, Luís Amado, segundo o DE de hoje, pondera acabar com tal subordinação da diplomacia portuguesa pois também é necessária diplomacia política, ou seja, é precisa uma diplomacia politico-económica, como se alguma vez na História as coisas tivessem sido de outro modo...Não acham que ficou, mais uma vez, tudo na mesma?
Parece portanto verdade que tudo tem de mudar para que tudo continue na mesma.
(conversa interior:
Enfim, como é triste constactar que o mundo de tão antigo se torna monótono...E se fizéssemos uma revolução ? ........Bolas, parece que também já fizeram umas quantas....)
Wednesday, May 23, 2007
Prémio surrealismo ou como sair mais depressa do governo
Mário Lino, ministro das obras públicas.
Como cogumelos
Saturday, May 19, 2007
O rio ainda não desaguou II
O rio ainda não desaguou
Thursday, May 17, 2007
Eleições CML
Aqui ao lado pus os nomes actualizados, podem votar se quiserem, espero n ter de mudar mais nomes, mas na política à portuguesa (e não só, reconheça-se) nunca se sabe...
Em breve terão mais posts sobre esta questão, por agora nada melhor do que ver e ouvir o que se vai passando ...
Wednesday, May 16, 2007
Prémio : Ora agora é que disseste a verdade.
Bem apanhado
Tuesday, May 15, 2007
Friday, May 11, 2007
Resumo "interior" do dia
Wednesday, May 09, 2007
Benção

(ps: isto é apenas para certos e determinados estudantes, não tomando a árvore, embora sejam algumas, pela floresta)
Tuesday, May 08, 2007
Identidade
1 - You are a communist. You believe, at least in theory, in absolute equality of income - and you oppose the whole capitalist system per se. You want to abolish the market economy and replace it with one in which the workers (usually meaning the state) control the building blocks of the economy. Your views on personal morality will vary; traditional communists tended to be more authoritarian, while modern "eurocommunists" tend to take a liberal line.
#2 You are an ecologist or green.
#3 You are a social liberal.
#4 You are a classical socialist,
#5 You are a social democrat.
#6 You are an anarcho-communist,
#7 You are a fascist.
#8 You are a market liberal.
#9 You are a libertarian conservative.
#10 You adhere to the Third Way.
#11 You are an anarcho-capitalist.
#12 You are a Christian democrat
Monday, May 07, 2007
Cumprimento
e já agora também um abraço para Pernambuco, nunca imaginei ser lido em Pernambuco...
Genética
E estamos conversados sobre Sarkosy.
Sunday, May 06, 2007
E agora Sègo ?
Saturday, May 05, 2007
Thursday, May 03, 2007
Tuesday, May 01, 2007
Férias
Thursday, April 26, 2007
Tuesday, April 24, 2007
O melhor discurso que eu ouvi sobre o 25 de abril .
O Sr. Presidente: —Para proferir uma declaração em nome do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, tem a palavra
o Sr. Deputado Francisco Louçã.
O Sr. Francisco Louçã (BE): — Sr. Presidente da República, Sr. Presidente da Assembleia da República, Sr. Presidente da República de Timor Leste, Sr.as e Srs. Convidados, Sr.as e Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs. Deputados, meus caros Capitães de Abril: Há muito mais de 100 anos, o poeta Antero de Quental, fundador da corrente socialista em
Portugal, explicava que as causas da decadência dos povos peninsulares eram, em primeiro lugar, o papismo fanático, que tinha criado a Inquisição e amarfanhado a educação; em segundo lugar, o colonialismo, que tudo consumia; e, em terceiro lugar, o absolutismo, que bloqueava o desenvolvimento.
Portugal vivia, dizia Antero de Quental, um «adormecimento sonambulesco em face da revolução do século XIX» e,
assim, proibia-se de compreender que «o nome do espírito moderno é a revolução».
Era Antero blasfemo, romântico, santo? Era simplesmente moderno.
Mas o poder, beato, colonialista, autoritário, não acompanhou a revolução da modernidade do século XIX, nem sequer
a do século seguinte – foi só com o 25 de Abril que chegámos ao século XX.
Há 30 anos, Portugal viva embrenhado na tristeza. Isolado da Europa, era um País provinciano e tacanho.
As ideias sufocavam, as mulheres eram mandadas obedecer, os audazes emigravam, os jovens morriam na guerra, os pobres desesperavam, os remediados aborreciam-se, os ricos enriqueciam. Os que se opunham eram presos e perseguidos.
Os poderosos é que marcavam este País. Viviam à sombra da ditadura, como sempre virados para o passado: recebendo o ouro do Brasil, primeiro, os dinheiros de África, depois, as prebendas e mordomias garantidas pela mão protectora de Salazar, finalmente.
O parasitismo foi a marca genética dessa burguesia patética que abominava a mudança, atracada num Império megalómano.
Essa elite, nada e criada contra a revolução da modernidade, pasmada num tempo que nunca passava, foi a obreira da decadência de Portugal.
Contra essa elite, contra a sua ditadura que era incapaz de evoluir, pois seria a sua morte, a democracia só poderia nascer revolucionária. E assim foi.
Quem sabia que resistir é vencer, quem tinha a determinação de acabar com a guerra, as mulheres e homens que se juntaram no 25 de Abril, fizeram da Revolução a mãe da democracia.
Revolução mestiça, na convergência entre os povos das colónias e o da metrópole.
Revolução corajosa, porque sabia que o inimigo estava no nosso próprio país e foi aqui que o veio vencer.
Revolução democrática, porque garantia as liberdades e queria a democratização social, essa modernidade que a todos assegura a igualdade de oportunidades, de direitos e de responsabilidades.
Revolução profunda, devastadora para o situacionismo, amesquinhante para essa elite conservadora, de tal modo que, passados 30 anos, tanta vingança depois, recuperada a zona da reforma agrária para coutadas, devolvidas empresas e capitais aos que rapidamente tinham fugido, e ainda os poderosos exigem a suprema vitória da confiscação da memória para conseguirem aquela certeza reconfortante que lhes falta de que a Revolução foi, não poderia ter sido e, portanto, tem de
acabar.
Como gostariam de comemorações vestidas de salamaleques anestesiantes, de fanfarras surdas, de vénias submissas, de liturgias espampanantes, do povo calado!
Como anseiam por um festim que «canibalize» a História, que lhe retire o ânimo, com um aniversário que desconsegue a Revolução – quanto mais velas menos vida, quanto mais anos mais nostalgia, quanto mais tempo menos urgência, sentenciam os normalizadores.
Manhosos, roubam a revolução letra a letra, para que pareça que tudo foi supérfluo, um exagero! Pois com certeza, a ditadura era mansa e chegaria o dia de se inclinar, domesticada, subsidiada, amigada com a Europa.
Um coro de velhos jovens revoltados, agora arrependidos e nobilizáveis, antigos heréticos, agora snobs, repete-nos que a Revolução é sempre demais. É necessariamente um aborrecimento, um susto, um Carnaval, e depois do Carnaval, como todos sabemos, vêm as cinzas. Construtores do passado, porque nada querem do futuro, contentam-se com um presente
eternamente repetido.
Ora, foi contra este espírito asilado, dormente, que se ergueu o voo do 25 de Abril, um levantamento de alma, uma explosão, uma explosão de vida – a revolução moderna.
As mulheres, que não se resignavam à obediência, os trabalhadores, que queriam o que era seu, direitos, dignidade , o que produzem, todos, a liberdade, o direito de informar, de criar, de saber, de discutir, de decidir, Portugal na Europa e no mundo.
Repete-se a censura do «excesso» desse tempo. Excessivo era o atraso, a apatia. Tínhamos a urgência de vencer meio século de ditadura, de uma ditadura instalada silenciosamente nas pessoas habituadas à subserviência, da dita que dominava todas as relações sociais: entre homens e mulheres, patrões e empregados, professores e alunos, velhos e novos.
Era uma tarefa quase impossível. Só uma revolução consegue o impossível.
Democratizar é isso mesmo: vencer uma ditadura em todos os seus lugares e em todos os seus tempos.
Que salto assombroso deu este país então! Se de algo nos podemos orgulhar no século XX é só desse momento fundador,
em que o passado de resistência ganhou o direito ao futuro e criou a democracia.
Foi uma revolução apaixonada, vivida como se fosse sempre, agora, o primeiro dia do resto das nossas vidas.
Que ninguém, por isso, se atreva a menorizar ou a desprezar essa ruptura. Os abrilistas, como os actuais adversários de
Abril, todos, só tivemos o direito de nascer nesse dia. E só nesse dia e a partir desse dia fomos grandes: foi o começo da revolução moderna, saindo do adormecimento sonambulesco em que o País estava mergulhado.
No País mais analfabeto da Europa, o saber do povo escreveu histórias de cultura.
No País que pouco conhecera de democracia, a revolução criou a liberdade.
No País ofuscado na imensidão do império pelos mares fora, reencontrámo-nos na Europa, onde vivemos.
Foi o 25 de Abril que nos permitiu viver.
Perguntar-nos-á, então, Antero, cerca de 100 anos depois, se as causas da decadência foram vencidas. Trinta anos
depois, perguntar-nos-á Abril se continuamos grandes, se somos mais europeus e mais abertos ao mundo, se vivemos mais justos, se, sendo justos, somos modernos.
É claro que nunca há respostas definitivas para as grandes perguntas. Porque como vivemos é como queremos viver e só saberemos se respondermos.
Mas sabemos que a revolução da modernidade do século XXI corre três riscos, os maiores, os de sempre: o fanatismo, o colonialismo e o absolutismo – as causas da decadência que já Antero conhecia mas que agora são só uma e a mesma.
Colonialismo e absolutismo renascem no Império, um poder absoluto sem lei, que estimula um muro do apartheid na Palestina, que desencadeia as novas guerras do petróleo, que trombeteia a guerra infinita, onde quiser, sempre que quiser, quando quiser. O primeiro e único império que procura justificações para uma guerra sanguinolenta depois de já a ter dado como terminada.
Colonialismo e absolutismo a que o Estado português se vergou, aceitando ceder homens e mulheres da GNR para se juntarem aos sipaios do Império na ocupação do Iraque, onde colapsa de desastre em desastre, de vítima em vítima.
Absolutismo, ainda, numa Europa em crise, governada por egoísmos mesquinhos, virada para Washington, esvaziada nas chancelarias que conspiram contra a democracia para imporem um directório, empobrecendo a cidadania que nos daria a dimensão europeia.
Pior: fanatismo e absolutismo, irmanados no horror económico em que as bolsas sobem sempre que os despedimentos crescem e em que as boas notícias das empresas são a desgraça para 0,5 milhões de desempregados em Portugal.
Absolutismo que renasce numa elite que continua à espera «do ouro do Brasil», desperdiçando fundos, pedindo sempre mais. Agora um novo rentismo com o negócio dos hospitais privados, das prisões privadas, da banca privada, da água privada, da electricidade privada, das pensões privadas, da imigração sem direitos.
Trinta anos depois, é assim que querem Portugal: um País sossegado, silencioso, um País de futebol. Um País que é um relvado, uma esplanada, um sítio, onde «uma mão lava a outra». Um País pequenino, que não incomoda e onde tudo se esquece.
É por isso que não quero vir aqui defender as conquistas de Abril. Isso seria pouco, demasiado pouco. Seria de menos.
Seria pensar no passado e desistir do futuro. Queremos, com a legitimidade de Abril, a liberdade que falta, a responsabilidade que escasseia, a justiça, que é a maior dívida de Portugal para consigo próprio.
Por isso, a elite conservadora de agora continua horrorizada com a mudança e governa o País como sabe: com aventuras coloniais, contando subsídios «atrás dos cortinados», querendo uma Europa sem exigência democrática e um País sonâmbulo.
Essa elite fracassou e essa elite precisa de ser derrotada; 30 anos depois, a tarefa moderna é vencê-la. Esse é o compromisso
do Bloco de Esquerda perante o 25 de Abril. É por isso que o saúdo. Viva a República! Viva o 25 de Abril! Viva
o socialismo!
Aplausos do BE, do PS, do PCP e de Os Verdes.
Cambridge MA
"Sexta-feira, Abril 20, 2007
a única coisa que eu vou dizer sobre a desgraça em virginia
Vou saltar por cima das coisas óbvias, das condolências e do choque. Mas o que mais eu queria dizer é que, por estes dias, a cnn.com é completamente inútil para obter notícias que não sobre este assunto. Que a fotografia do rapaz com armas nas mãos empurrou a notícia dos 127 mortos no iraque para a metade inferior da primeira página do NY Times. E que, dado o historial de falta de equilíbrio mental entre as pessoas que fazem matemática (no mit: um suicídio de um estudante há dois anos, um estudante internado num hospital psiquiátrico por comportamento violento no ano passado, um suicídio de um professor este ano), eu cheguei a temer que o rapaz fosse estudante de matemática...
posted by ana rita ".
Sem título
Friday, April 20, 2007
Thursday, April 19, 2007
Gay Kiss Montage
dirijo este post a uma pessoa que sabe que é para si. mas também dedico este post a todos os românticos.
O socialismo ou a Barbárie
Monday, April 16, 2007
No Comment Russia, Moscow Anti Putin Demo
kasparov foi preso e liberto. mas para a proxima demo será só preso. é caso para perguntar, quem faz check ao rei ?
Saturday, April 14, 2007
Frase da semana
Resposta ao Ministro da Ciência e do Ensino Superior.

Friday, April 13, 2007
Thursday, April 12, 2007
Vaca fria
Com a idade agrava-se
1- Não deve haver referendo europeu, depois de ter sido prometido pelos partidos de governo e ainda ser apoiado por todos os partidos com assento parlamentar.
2- Uma panóplia de disparates sobre IVG, aconselhamento médico e etc...etc...Só faltou pôr Isilda Pegado a falar por ele.
3- Fala do aeroporto como se fosse primeiro-ministro...tiques...
4- Ainda sobre a viagem à India, Cavaco falou da comida indiana
esquecendo-se que eles também têm tradutores de português, e que sabem o que ele diz, tendo ofendido, e a meu ver muito, aquele povo que bem ou mal o recebeu e "doutorou".
Prova dos 9
Assim se vê o que é o capitalismo: uma forma bárbara de tudo reduzir a centavos. (o blog de que falo é este )
Monday, April 09, 2007
Autogestão ou iniciativa da sociedade civil ?
Fundação Dom Pedro IV
Desta Fundação fazem parte pessoas conhecidas como Pedro Santana Lopes ou Bagão Félix.
Boas razões, portanto, para ir amanhã ao cordão humano, às 18 h junto à RTP em Chelas.
jorge luis borges
ouvir a voz de Borges e ver a sua expressão mudou a forma como oiço as suas palavras escritas.
Sunday, April 08, 2007
Blogs e capitalismo
Segundo este site, Daniel Oliveira do Arrastão está rico, o seu blog vale 167000 dólares...Bem bom...
Saturday, April 07, 2007
os primeiros a reagir
Lisboa, 06 Abr (Lusa) - O Bloco de Esquerda manifestou-se hoje contra a remoção do painel humorístico dos Gato Fedorento, colocado quinta-feira na Praça do Marquês de Pombal, e acusa a Câmara de Lisboa de "ter dois pesos e duas medidas".
Friday, April 06, 2007
pergunta
Estupefacto
Estou estupefacto.
Agora, penso que os Gato Fedorento deviam revêr o processo burocrático do cartaz e ponderar um recurso aos tribunais.
Quanto aos políticos, espero que se pronunciem sobre estes velozes procedimentos da CML, mas que o façam já, daqui a 3 séculos é , digamos, um bocadinho tarde, não sei, digo eu...
Por agora, o ar que se respira é sinistro.
Só falta ver o Carmona na televisão com a sua habitual cara de pau a dizer que não é nada com ele, que foi apenas um normal procedimento, blá blá...
Mas acho também que o facto de ter sido hoje pode não ser por acaso, toda a gente sabe que o programa semanal dos Gatos é ao domingo, se retirassem o cartaz a uma segunda feira, por exemplo, davam mais tempo para eles reagirem, assim fica mais difícil...Mas estou seguro de que aqueles quatro vão encontrar a resposta certa.
Entretanto, vou registando um nome: António Proa (vereador dos espaços públicos) .
Thursday, April 05, 2007
A China não escapará

Eles não precisam

Tuesday, April 03, 2007
Hoje em Lisboa
Monday, April 02, 2007
Sigur Ros- vidrar vel til loftarasa(video)
este filmezinho deve ter pelo menos 2 anos. mas nunca antes tinham filmado assim.
Sunday, April 01, 2007
Friday, March 30, 2007
Até cansa...
Ilegalizar ou não ilegalizar ? parte II

Sou dos que acham que nunca houve suficiente determinação na eliminação do fascismo em Portugal, acho que a geração que fez o 25 de Abril, por razões várias e algumas compreensíveis, foi timorata no julgamento e punição dos fascistas. Mais tarde, assistiu-se até, durante o mandato de Cavaco Silva como primeiro-ministro, ao facto chocante de serem atribuídas pensões a ex-pides e não ser atribuída pensão de viuvez à viúva de Salgueiro Maia, facto falado na altura no parlamento pelo então líder da oposição António Guterres, lembram-se?
O tempo passou, e ninguém até hoje olhou com suficiente determinação estas questões, desde o nível do ensino em Portugal ao mais alto nível político e social .
Neste momento, penso que a sociedade em geral, os partidos políticos com acento parlamentar e o governo têm duas coisas a fazer:
Segundo: É óbvio que o combate à extrema-direita não se faz apenas no plano formal, jurídico, com a "polícia" como referiu hoje JMF no editorial do Público. O combate faz se no plano das ideias, dos valores, é preciso provar que ser democrático e pluralista é melhor para todos. Tudo bem, não será dificil fazê-lo, mas exige trabalho e consciência de que tal é necessário, coisa que até aqui não era nítida para muitos. Espero que este episódio do programa da eleição de Salazar e do cartaz xenófobo do PNR seja alerta suficiente.
Por isso proponho uma coisa simples: Partidos e governo, olhem para outros países europeus, vejam o que eles fazem para alcançar uma sociedade mais plural e democrática, vão às medidas simples: No reino unido, por exemplo, todas as creches, escolas e amas têm de ter peluches de várias etnias. Os programas escolares não descuidam os períodos históricos negros dos seus países, em Portugal há sempre uma parte que não se chega a dar porque "não houve tempo"... Noutros países são criados centros museológicos e de estudos sobre a resistência ao fascismo e o anti-semitismo, como a célebre casa de Anne Frank em amsterdão, ícon da cidade e sucesso de bilheteira, em Portugal constrói-se um condomínio de luxo onde antes era a sede da PIDE...Está tudo feito, é só querer...
Ilegalizar não ilegalizar ? parte I
Thursday, March 29, 2007
Viva a República
Está patente na biblioteca nacional uma exposição entitulada " No advento da república". Para quem gosta de história, para quem gosta de exposições, para quem gosta de conhecer a república e, já agora, para quem gosta da república. Eu, amo.
800 - 81. Chega ?
Parabéns colegas letrados...
(sobre o cartaz, o PNR e estes 81 haverá post mais tarde)
Circuncisão masculina
Segundo ponto: Todos nós temos direito ao corpo tal como nascemos e a dispor dele segundo as nossas crenças, atitudes e desejos, o que implica que os pais ou educadores deixem os filhos chegar com o corpo intacto, tal como nasceram, até à idade de poder decidir, a idade adulta.
Terceiro: ao contrário do que diz o público, a afirmação da OMS sobre a circuncisão masculina e redução de riscos de transmissão de HIV não é absoluta, pois também refere o seguinte: "However, we must be clear: Male circumcision does not provide complete protection against HIV. Men and women who consider male circumcision as an HIV preventive method must continue to use other forms of protection such as male and female condoms, delaying sexual debut and reducing the number of sexual partners."
Ou seja, esqueçam lá isso da circuncisão...não se fiem na virgem e usem preservativo. Já alguém pensou nos riscos de espalhar a ideia de que a circunsição protege, tout court ? E alguém pensou na higiene vigente nos países de 3º mundo, no qual se iria promover a circuncisão masculina, correndo-se o risco de praticar um acto cirúrgico sem assepsia ?
E alguém pergunta porque é que os países onde há menos transmissão de HIV são onde, justamente, se praticam menos circuncisões, i.e., os países nórdicos e canadá ?
Tuesday, March 27, 2007
Fernando Alves e Mário Soares

Monday, March 26, 2007
Entalado
Friday, March 23, 2007
Depeche Mode - Strangelove
anos 80...mas fazem sempre falta. adoro a entrada desta musica. strangelove, quem não teve um ?
Wednesday, March 21, 2007
Ilustração científica

A palavra ao prof. António Brotas


António Brotas. Professor no IST.
Tuesday, March 20, 2007
Monday, March 19, 2007
Tuberculose, Sampaio, Cavaco e gastronomia

Sampaio chegou a uma conclusão brilhante sobre a tuberculose em Portugal: que os resultados são incipientes...ora aí está uma coisa que podia ter dito durante 10 anos, em vez de chorar por exemplo...e uma deixa que sua inteligência o PR Cavaco Silva podia colocar nos seus "roteiros"...Já agora um à parte, cada vez que eles falam em roteiros...só me vem uma palavra à cabeça...gastronómicos.
Estranho
Diz a TSF : "A mesa irá submeter à votação dos conselheiros nacionais duas propostas em alternativa: uma da direcção, que propõe um congresso estatutário, e outra dos apoiantes de Paulo Portas que querem que o Conselho Nacional vote entre três alternativas - congresso estatutário, congresso electivo e eleições directas imediatas" e continua "Depois de ter recusado discutir uma proposta de Paulo Portas de alteração aos estatutos do partido, onde se incluem as directas, e de não ter admitido recurso da sua decisão, Maria José Nogueira Pinto foi confrontada com a pergunta de Telmo Correia. Perguntei se eu apresentasse uma moção de censura se seria sujeita a votação e foi-me dito que sim», afirmou Telmo Correia, que recusou depois de Nogueira Pinto ter aceitado discutir a proposta que defendia.
Afinal, Nogueira Pinto aceitou ou não a discussão de proposta de eleições directas?
Thursday, March 15, 2007
Sócrates, Partido Socialista, imobiliárias e empresários anónimos, uni-vos !!!

Esta forma de gerir os património público, muitas vezes histórico e sempre bem situado no centro de Lisboa, não poderia ir mais ao encontro do tipo de gestão desejado pelo CDS-PP por exemplo, e isso é uma das dificuldades dos partidos da direita em fazer crítica ao governo do partido Socialista e de Sócrates.
Nada de substancial muda com esta forma de gestão, pois não haverá melhores resultados na educação, ou melhor acesso à saúde só porque o terreno do hospital dona Estefânia passa a ser um condomínio privado, por exemplo. O que acontece é um alívio temporário nas contas dos respectivos ministérios até que nova crise orçamental apareça, mas nessa altura já sem anéis para vender. Lembram-se das críticas de socialistas à política da venda dos "anéis" de Manuela Ferreira Leite ? Onde estão eles agora ? Serão os anéis diferentes?
Esta via fácil de reforma do estado é uma mudança de embalagem, o mau funcionamento, a mediocridade, a falta de brio profissional vão manter-se...i.e. os factores perpetuantes não mudam.
Há também mais dois aspectos que me preocupam:
Se olharem para o mapa ou conhecerem Lisboa, vão ver que é a maior revolução urbana desde o terramoto de 1755. Olhem para as áreas envolvidas e vejam com os vosso próprios olhos!!! Numa altura em que a cidade está sem rumo político com o marasmo da vereação Carmona, ainda mais preocupado fico.
Em segundo lugar, a questão da natureza de tais empresas. Quem as dirige? Alguém conhece? Alguém sabe que interesses representam os seus administradores ? Alguém os elegeu? Acaso vão responder pelas decisões tomadas? Conhecem Lisboa para poder decidir com fundamento ? De que empresas veêm e para onde irão depois dos cargos que agora ocupam ? Os seus nomes, com sorte serão conhecidos no tribunal de contas...E os ministros, limpam as mãos das decisões dessas empresas donas de meia Lisboa ou vão responder por eles no parlamento ? Que palavra terá a CML no destino de tanto héctare da capital ?
Por isso proponho: Vendam o Palácio de São Bento e coloquem o PM em Chelas porque fica mais barato. Afinal, haverá regra de gestão que me possa contrariar ???
Tuesday, March 13, 2007
Saúde, Governo e Coerência
Acho muito bem que haja saude privada em Portugal, nada contra.
Mas o principal argumento a favor do encerramento dos serviços de saúde foi o de não haver doentes suficientes nesses serviços para garantir a adequada experiência dos profissionais de saúde, que assim ficavam menos habilitados que os seus pares a praticar medicina de qualidade, o que punha em causa a segurança dos próprios doentes. Muito bem, até está de acordo com as "boas práticas" que circulam nos manuais internacionais. Acontece porém que, se se abrem serviços de saúde, desta feita privados, nos locais onde antes havia serviços públicos, forçosamente estes serviços privados vão servir as mesmas populações, ficando com ainda menos doentes do que já tinham os serviços públicos, pois parte dos doentes não irá recorrer ao privado mesmo com serviços publicos mais distantes, donde os médicos e enfermeiros desses serviços privados também não terão a necessária "tarimba" pois o número de casos por médico não pode obedecer aos critérios das tais "boas práticas".
Será que o governo, a inspecção geral de saúde e a autoridade da concorrêcia vão dizer aos grupos BES e Mello-saúde para fechar pelas mesmas razões que fecharam os serviços públicos ?
Hmmmm, deixem-me adivinhar...
Exército dos EUA e a Homossexualidade
Não me surpreende, obviamente ,mas noto a explicação dada pelo general para justificar a sua repulsa em relação aos homossexuais: Foi a educação que recebeu. Pois, ora aí está uma coisa bem dita nas palavras dos general, é da educação que recebemos, não é nada de genuíno nem intrínseco à nossa existência, a homofobia é mesmo construida socialmente e recebida em casa.
Está mais do que na altura de avançar com a educação sexual em Portugal, para que pelo menos os futuros generais não voltem a dizer que "é da educação" .
Europa Desregulação e Electricidade
A europa desde a sua fundação parece apenas dedicar-se às questões de mercado, qause só se debruça sobre os interesses das empresas, esquecendo por exemplo que 20 % da população portuguesa é pobre, verdadeiramente pobre, que muitos mais pobres há por essa europa fora, que embora ainda vivam em casa e não na rua, têm cada vez mais dificuldades em pagar a conta da electricidade.
A factura, por exemplo, passou a ser de 2 em 2 meses, sem apelo nem agravo, duplicando assim o valor de cada pagamento, o que significa que independentemente do valor médio mensal ser o mesmo, o valor nominal a pagar de cada vez duplicou, e isso exige ter esse dinheiro disponível, o que para quem tem rendimentos na casa dos 300-400 € mensais provoca muitas dificuldades na gestão de tais quantias.
Dizia uma vizinha para a outra aqui numa rua de Lisboa, num frente a frente de varandas: Qualquer dia desisto da electricidade, quando era pequena tinhamos lamparinas e também vivíamos.
Enquanto a Europa e a CE chegarem todos os meses às nossas casas por via do aumento sistemático do custo de vida, bem podem dizer que querem aproximar-se dos "cidadãos" que não haverá marketing que lhes valha.
Como diz Fausto numa canção: Ai Europa Europa!!!
Saturday, March 10, 2007
dia 08 de março
Dia da mulher. Viva o benfica! Viva o Benfica que logo à noite vai jogar com o PSJ. Projecto-lei histórico, ao fim de 30 anos de lutas, é aprovado na AR. Benfica vai jogar. Viva o Benfica! Benfica perdeu 2-1. coitado do Fernando Santos: Meteu-se no debate do prós e contras durante a campanha a favor do não e depois perdeu. Dia 08 de Março, dia das mulheres e da lei IVG o manager traz uma derrota para casa, mais uma...coitado.Enquanto se lembrar desta tenho a impressão de que não se mete mais com mulheres...Viva o refer.... ai não...viva o Benfica !!!
Wednesday, March 07, 2007
Dave Werner
Saturday, March 03, 2007
100 !!!
Santa Comba Dão, museus e irresponsabilidade
A Câmara quis juntar objectos pessoais e outras coisas e fazer um museu, parece que foi isso que aconteceu .
Independentemente das intenções da Câmara e do seu presidente (PPD-PSD), que não me competem julgar, está a tornar-se num momento de exaltação dos valores defendidos por aquele ditador sanguinário (não posso deixar de chamar os bois pelos nomes).
Isto mostra várias coisas:
Primeiro, que não houve em 33 anos de democracia quem fizesse esse trabalho de recolha antes, criando um museu da resistência anti-fascista na sede da PIDE-DGS como devia ser, com direito a nucleo de estudos históricos sobre a época.
Acontece que não havendo quem tomasse conta do assunto, outros, tantos anos depois, deram conta do recado e agora surgem estes problemas. Um museu que segundo parece vai ser de contexto relativizador do que foi a mais duradoura ditadura da Europa, personificada num personagem sinistro (haverá ditadores não sinistros ?), maquiavélico e sanguinário.
No entanto, e volto a repetir, independentemente das intenções de cada um, está constituido como um museu maldito, com um significado politico preocupante na forma como se constitui como santuário dos fascistas em Portugal, e como tal tem de ser encarado pelos lideres politicos, e em particular pelo lider do PSD, Marques Mendes que tem a responsabilidade, antes que outros o façam, de parar e deter o presidente da Câmara de continuar tal disparate, sob pena de ficarmos com uma chaga em Santa Comba, que pode dar mais disturbios no futuro e ser motivo de orgulho para a direita fascista, o que não só é inaceitável como será uma marca muito negra da frouxidão laxista e cobarde dos responsáveis politicos: Presidente da Câmara de Santa Comba Dão, Presidente do PSD, Ministra da Cultura e Primeiro ministro, por esta ordem decrescente.
Mas atenção, será que alguém será capaz de parar tamanha loucura?
Peço desculpa pelo pessimismo, mas não acredito...
Friday, March 02, 2007
Novos temas
Thursday, March 01, 2007
Ditador ou Salvador ?!

Desculpem...Não percebi a pergunta....Estão dali a fazer-me sinais...Enquanto tento escrever este post abro a página 111 de " A morte no monte" de José Miguel Tarquini , editado em 1974 (porque será ? ) ...e tento escrever um post...nesta página vejo sangue...na rua vejo cartazes que perguntam, ditador ou salvador? E a pergunta assalta-me, oiço portas a bater, vejo flashs nos olhos, sinto palpitações, medo, sangue, suor, lágrimas e desespero...sinto raiva...Oiço a voz trémula de Edmundo Pedro a contar a frigideira do Tarrafal, e outra vez a pergunta: Ditador ou salvador ? E outra vez a mão trémula, a querer pegar na pedra da calçada, e partir o vidro que protege o cartaz iluminado na noite de Lisboa...estão dali a fazer-me sinais...E relembro a mulher que engoliu os vidros das lentes dos próprios óculos preferindo a morte à tortura da PIDE...E a pergunta num cartaz limpo, iluminado e quase desinfectado a contrastar com a descrição do cheiro a urina sentido por mulheres que, lavadas em lágrimas e sangue, foram espancadas e sujeitas à torura do sono, na famigerada e muito conhecida rua António Maria Cardoso ..fazem-me dali sinais: Que tenha calma, que agora é a democracia...que ele não ganha...mas a mim só me vêm duas palavras à mente: Ditador sanguinário.
Foi o que ele foi: Ditador e sanguinário. Sanguinário refere-se a sangue, sim, sangue humano, que é o que eu vejo na fotografia da saia de Catarina Eufémia.
Dois nomes para sempre juntos pela morte.
Fazem me dali sinais mas não chega...não chega perante um cartaz assinado por uma televisão portuguesa...3 letras apenas...R-T-P.
Se calhar a Rádio Televisão de Portugal e não a Rádio Televisão Portuguesa, como sempre foi até ao governo de Santana-Portas. Mas a realidade, a História e a decência exigiam mais respeito pelos...Mortos ? Também, mas sobretudo pelos vivos...Edmundo Pedro ainda é vivo !!!
Que sentirá ele perante este cartaz espalhado pela cidade ?




















